[Now playing: Jack Johnson - Banana Pancakes
via FoxyTunes
Não me julguem! O quê, não posso ouvir uma coisa sem uma letra profunda de vez em quando?]
O título vem de um filme com o Hugh Grant, muito bobo e, diga-se de passagem, alguém precisa falar pro Hugh que ele tem, de fato, um charme inglês, mas que os personagens deles são todos iguais e que isso cansa. É ou não é?
Uma pessoa pode gostar de uma música por alguns fatores intrínsecos ao ser humano. Não posso aqui elencá-los todos, mas posso analisar alguns.
O primeiro fator, o mais abstrato de todos e menos compreensível, pode ser resumido em uma palavra geral: energia. Existe alguma ligação de grau inferior ou superior que está um pouco além do alcance da ciência de nosso tempo [talvez sempre estará] que indica se você é afinado com a tal música ou não. Pode até ser de uma banda com a qual você não tenha total simpatia. Por exemplo, Los Hermanos. Com essa, eu tenho pouca ou nenhuma conexão, mas, ainda assim, admito que me fascinei pela letra de uma das músicas deles. Qual? Pratiquem sua mantéia.
Tirando esse elemento sobre o qual não posso falar realmente, temendo que minha capacidade de análise não chegue a tanto, passamos às duas causas principais pelas quais uma pessoa pode gostar de uma música: ritmo e letra.
O ritmo é a melodia, a batida, a maneira como o cantor pronuncia ou deixa de pronunciar sílabas e palavras. Ele tem um papel primordial porque é dele que você vai se lembrar em primeiro, de uma forma bem mais instintiva do que qualquer coisa. Até os desprovidos de talento musical, eu primeiro da fila, conseguem murmurar ou batucar alguns acordes de canções que acabaram de ouvir e que nunca antes tinha escutado, seja um Bolero de Ravel ou um Mantra.
Opostamente [talvez seja sábio lembrar-me de como é comum dividir a maioria das coisas em opostos... Aristóteles comentou algo sobre isso], pode ser a letra a lhe enfeitiçar. Certos artistas têm o dom de colocar em palavras, simples ou ornadas, sentimentos. Uma verdadeira transmutação alquímica, acredito eu, um correlato com os pintores que lançam em suas telas o terror e a surpresa, por exemplo. Claro, isso não é exclusividade da letra, o ritmo também o faz, mas, quando não se tem a habilidade musical, às vezes, é mais fácil compreender e fazer entender uma música pelas palavras do que pelos sons quase abstratos. Além disso, talvez você seja um dos que se enamorem de uma construção gramatical em específico, da utilização desta ou daquela característica de sintaxe. Ou, por último, você simplesmente lê [ou escuta] a letra e acha que ela passa uma mensagem competente [não precisa sequer ser boa].
Existem músicas que o fisgam pelos dois. São músicas especiais, concebidas sob condições variadas, sem aparente nenhuma ligação [acredito que deva haver uma, não a conheço]. No Brasil, Vinícius, Tom, Chico, Gil, Caetano e Milton são alguns dos que já fizeram uma dessas.
Não é necessário que a música tenha todos os elementos em grau de excelência. Às vezes, você quer apenas o ritmo. Outras vezes, a letra se sobressai à melodia. Não existe melhor ou pior aqui. De fato, com uma ponta de derrota, admito que é questão de gosto.
Como última nota, convém comentar que o ritmo é um canal mais poderoso de emoções. Essa é a razão pela qual as músicas clássicas são colocadas em um patamar tão elevado. Posso soar elitista, mas nem todos conseguem compreender isso e, sim, isso representa que algumas pessoas são piores do que as outras nisso e, em específico, nisso. A lei do equilíbrio universal dita que, no final das contas, somando-se as habilidades e faltas das mesmas, todos são similares.
[Now playing: Yoko Kanno - Call Me Call Me
via FoxyTunes ]
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sábado, 3 de novembro de 2007
O Seu Estilo Musical
Todo mundo tem seu próprio estilo musical. Algumas escolhem um cantor só, por exemplo, Frank Sinatra ou Roberto Carlos. Em geral, pessoas que tiveram uma vida mansa e gostam de ficar em casa ouvindo o som de uma voz melodiosa e uma letra romântica e doce. Claro, não se pode comparar "O Rei" ao "Blue Eyes", e vocês sabem pra que lado a balança pesa, mas, para propósito de exemplo, eles pertencem a essa categoria mesmo.
Existem também aquelas que selecionam para si uma banda única, como Iron Maiden, Black Sabbath ou CPM 22, sendo esse último, claro, o melhor dos três. Se eu fosse uma criança de dois anos. Retardada. De qualquer forma, me distraí. Essas pessoas costumam adotar o estilo de se vestir dessa banda, suas maneiras de falar, elegem um membro como quase seu guru espiritual e, por fim, decoram cada momento sem som das gravações dela. Elas fazem de tudo pra ter um CD desses caras [ou garotas, sei lá... Pussycat Dolls é uma banda, não é?] ou um chiclete mascado por um deles. Diabos, eles são deuses!
Há também o tipo eclético monoverso ou multiversal. O eclético monoverso, e note que isso que vou falar não é um paradoxo nem um oxinomoro, é aquele que ouve todo tipo de coisa dentro de um só estilo. Pode ser Death Metal, White Metal, Black Metal... err... não sei mais nenhum tipo de Metal, mas tudo isso aí... forró, axé, lambada, tango ou até gospel. Só dá isso, mas qualquer coisa disso. Desde aquele famoso que apareceu na super-mega-ultra MTV! Brasil! [grandes merda...] ou aquele artista local, ele conhece, sabe pelo menos duas letras e ainda sabe arranhar alguma coisa no violão [sempre o violão].
Em contrapartida, o eclético multiversal, como você pode ter deduzido, isso ou você talvez seja realmente fã do CPM 22, da Avril e do NX Zero, é aquele que gosta de vários estilos, entendendo razoavelmente de três ou quatro e com conhecimentos aceitáveis em uma dezena mais [ou dúzia, se você for inglês e medir o comprimento da sua televisão com pés e polegadas, troço idiota... pés e polegadas? Sério? Não dava pra pelo menos usar um membro só, o braço ou a perna? Não, isso seria preconceito... por que não mede em orelhas também?]. Esse talvez seja o tipo mais comum, pessoas que não se "dedicam" a nenhuma espécie, mas passeiam por várias.
Claro, não existe o verdadeiro eclético, aquele capaz de apreciar todos os tipos de música, sem qualquer exceção. Se existir, quero ser uma mula verde, que é o símbolo da MPO. Tá, é um cachorro, mas eu achava que era uma mula, pode ser?
E aonde eu quero chegar com isso? Que todos podem estufar o peito e gritar "Sertanejo é uma merda!" Tá, não é isso, mas não condeno ninguém se o fizer.
É que, como verdadeiro adepto da lógica e da ciência, não consigo entender o que leva uma pessoa a gostar de coisas que acredito serem abomináveis [barulheira do inferno...] e repudiarem grandes clássicos [fala mal do Chico, fala...]. Simplesmente, não faz sentido! Não tem lógica. Nem o fator ah-tudo-depende-de-como-a-pessoa-foi-criada-e-não-tem-melhor-nem-pior-apenas-diferente-e-somos-todos-irmãos se aplica aqui. Talvez no caso dos serial killers, mas não nesse. Se alguém conseguir me explicar isso, prometo que minha vida terá mais sentido. Ou não, também. O Chico vai continuar sendo o Chico mesmo...
Existem também aquelas que selecionam para si uma banda única, como Iron Maiden, Black Sabbath ou CPM 22, sendo esse último, claro, o melhor dos três. Se eu fosse uma criança de dois anos. Retardada. De qualquer forma, me distraí. Essas pessoas costumam adotar o estilo de se vestir dessa banda, suas maneiras de falar, elegem um membro como quase seu guru espiritual e, por fim, decoram cada momento sem som das gravações dela. Elas fazem de tudo pra ter um CD desses caras [ou garotas, sei lá... Pussycat Dolls é uma banda, não é?] ou um chiclete mascado por um deles. Diabos, eles são deuses!
Há também o tipo eclético monoverso ou multiversal. O eclético monoverso, e note que isso que vou falar não é um paradoxo nem um oxinomoro, é aquele que ouve todo tipo de coisa dentro de um só estilo. Pode ser Death Metal, White Metal, Black Metal... err... não sei mais nenhum tipo de Metal, mas tudo isso aí... forró, axé, lambada, tango ou até gospel. Só dá isso, mas qualquer coisa disso. Desde aquele famoso que apareceu na super-mega-ultra MTV! Brasil! [grandes merda...] ou aquele artista local, ele conhece, sabe pelo menos duas letras e ainda sabe arranhar alguma coisa no violão [sempre o violão].
Em contrapartida, o eclético multiversal, como você pode ter deduzido, isso ou você talvez seja realmente fã do CPM 22, da Avril e do NX Zero, é aquele que gosta de vários estilos, entendendo razoavelmente de três ou quatro e com conhecimentos aceitáveis em uma dezena mais [ou dúzia, se você for inglês e medir o comprimento da sua televisão com pés e polegadas, troço idiota... pés e polegadas? Sério? Não dava pra pelo menos usar um membro só, o braço ou a perna? Não, isso seria preconceito... por que não mede em orelhas também?]. Esse talvez seja o tipo mais comum, pessoas que não se "dedicam" a nenhuma espécie, mas passeiam por várias.
Claro, não existe o verdadeiro eclético, aquele capaz de apreciar todos os tipos de música, sem qualquer exceção. Se existir, quero ser uma mula verde, que é o símbolo da MPO. Tá, é um cachorro, mas eu achava que era uma mula, pode ser?
E aonde eu quero chegar com isso? Que todos podem estufar o peito e gritar "Sertanejo é uma merda!" Tá, não é isso, mas não condeno ninguém se o fizer.
É que, como verdadeiro adepto da lógica e da ciência, não consigo entender o que leva uma pessoa a gostar de coisas que acredito serem abomináveis [barulheira do inferno...] e repudiarem grandes clássicos [fala mal do Chico, fala...]. Simplesmente, não faz sentido! Não tem lógica. Nem o fator ah-tudo-depende-de-como-a-pessoa-foi-criada-e-não-tem-melhor-nem-pior-apenas-diferente-e-somos-todos-irmãos se aplica aqui. Talvez no caso dos serial killers, mas não nesse. Se alguém conseguir me explicar isso, prometo que minha vida terá mais sentido. Ou não, também. O Chico vai continuar sendo o Chico mesmo...
terça-feira, 9 de outubro de 2007
A Verdadeira Dualidade
Um dia desses, eu estava deitado e pensando em como eu deveria ser mais disciplinado e estudar para as provas que eu tinha na semana seguinte, ao invés de me distrair com coisas no computador, na TV ou com um livro. Nesse comenos, uma idéia perpassou minha mente.
O mundo costuma ser dividido entre bem e mal, o certo e o errado, o justo e o injusto, o branco e o negro, a luz e a escuridão, e todos os seus habitantes vivem em algum ponto dessa fronteira ou escala. Sim, é verdade que existem dois modos principais de enxergar essa divisão, a definida e gradual.
A dualidade definida diz que ou você faz parte dos homens bons ou dos maus, ponto. Se você pensar, falar e agir em prol do bem, você fica no lado certo. Se você só pensa em coisas boas, mas não as coloca em prática, sinto muito, seu lugar é junto com os que nada fazem nesse sentido e pensam coisas perversas. Os neutros não ficam no meio do caminho, mas se fundem às sombras que compõem a terra da perdição, pois quem não se manifesta contra as injustiças é omisso.
Quanto à dualidade gradual, como o próprio nome indica de forma lógica, existem dois extremos, onde poderíamos colocar, a propósito de explicação, Deus e o Mal Absoluto, ou demônio se vocês preferirem. Entre eles, existe uma longa faixa variando da brancura tão brilhante que é impossível olhá-la dos santos e santas que andaram no nosso mundo até um preto viscoso como piche, que causa repulsa e asco e cheira a um beco de uma metrópole às 3 da madrugada, como aqueles que só vêem o mundo como um antro de sujeira onde eles precisam se dar o melhor possível a qualquer preço.
Contudo, como eu disse, essa noite uma idéia me chamou a atenção. E se a verdadeira dualidade da vida humana for algo menos berrante, muito mais sutil. E se a verdadeira dualidade for entre as questões existenciais e a futilidade?
Durante o tempo todo, nós ficamos divididos entre fazer o que precisamos e nos distrair. Talvez seja isso mesmo, talvez nosso desafio seja nos concentrar e pensar naquilo que deve ser pensando - nas outras pessoas, no mundo decadente, nas questões da vida, do universo e tudo o mais.
Não sou exemplo a seguir... sempre me distraio, sempre procuro algo pra enrolar. Porém, acho que é algo a se pensar quando se está deitado em sua boa cama, olhando pro teto ou de olhos fechados, antes de dormir. Pensar em algo que valha a pena, algo além da mera boataria que nos cega o tempo todo, aquela bijuteria toda com seu brilho falso e pintura descascando. As verdadeiras jóias são mais difíceis de se encontrar, mas sua luz é verdadeira e dura pra sempre. Só precisamos mergulhar bem fundo nos pensamentos e, além disso, voltar pra superfície e agir, falar, mostrar o que encontramos.
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